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Boletim de Abril de 1960 - Ano 1 - nº4 O Departamento Social do "Guanabara" O Nosso Departamento Social tem a sua existência garantida
pela sua própria razão de ser: unir. E imbuído da necessidade e da importância de seu fim, conscio da missão a que se destina, o Departamento Social do nosso Guanabara criou, cultiva e desenvolverá, o máximo possível - com a cooperação imprescindível dos queridos consócios, o que, aliás, nunca faltou, toda essa harmonia que, para descrevê-la em toda sua beleza e utilidade, ou teríamos que empregar toda a riqueza de nosso vocabulário, ou resumir, concentrar em apenas uma palavra, tudo o que uma só palavra poderá exprimir - UNIÃO. Magno Matheus da Rocha
O Valor da crítica sensata
A sensatez da crítica, porém, está apoiada, sobre tudo, na sinceridade, no critério e na intenção do crítico em mostrar os erros que realmente existiam - pelo menos para ele - pois todos nós podemos errar - é humano. Ressentimento pessoal algum deverá entrar em linha de
conta, pois qualquer emoção, boa ou má, como o amor e a amizade,
o rancor e a antipatia, tingirá de mentira destruirá o valor da
verdadeira crítica - da crítica construtiva, da crítica sensata. Magno Matheus Da Rocha
Atenção: Continuamos aguardando sua sugestão para as cores, emblema, flâmula, bandeira, lema e hino.
Resolução da Diretoria nº 1/60 A Diretoria do CENTRO DE EXCURSIONISTA GUANABARA, em reunião efetuada em 12 de março de 1960, tendo em vista a necessidade de aprimorar o sistema de cobranças das cotas sociais e das taxas de participação nas reuniões sociais resolve: 1º) Majorar a taxa de mensalidade de Cr$ 20,00 para Cr$ 50,00; 2º) Suprimir as cobranças que vêm sendo feitas, de Cr$ 30,00 a cada um dos sócios que participam das reuniões mensais. A presente Resolução entrará em vigor a partir de 1º de abril de 1960, revogadas as disposições em contrário. Rio de Janeiro, 12 de março de 1960. Mudança de Diretores JOSÉ JORGE SERPRA que vinha exercendo a vice-presidência passou a exercer o cargo de Representante dos Sócios; MAURÍCIO ALVES DE CASTILHO que vinha exercendo o cargo de Diretor Social passou a exercer a Vice-Presidência; MAGNO MATHEUS DA ROCHA que vinha exercendo o cargo de Representante dos Sócios passou a exercer o cargo de Diretor Social. Novo Diretor de Fotografia Foi escolhido para exercer o cargo de 2º Diretor de Fotografia o nosso consócio PAULO RIBEIRO MARTINS Como se classificam as escaladas 1º GRAU (Escalada Leve) Encontramos passagens que exigem o emprego das mãos, mas sempre trechos de pouca monta. Os apoios são abundantes e cômodos, não empenhando o excursionista a esforços excessivos. Não é o caso porém, de iludir-se com o adjetivo "fácil". A escalada é fácil, mas em condições normais. Com mau tempo, pode tornar-se a escalada de uma montanha fácil, em tarefa de certo perigo. Típicos exemplos de PRIMEIRO GRAU, são: PEDRA DA GÁVEA (via C.E.B.); PÃO DE AÇUCAR (via Costão); IRMÃO MENOR DO LEBLON; AGULHINHA DO INHAGÁ; CHAMINÉS GÊMEAS; SÃO JOÃO E GRUTA DE SÃO JOÃO; CHAMINÉ DO MOGANGA; CHAMINÉ DO PERDIDO; CABEÇA DE PEIXE; NARIZ DO FRADE; TRÊS MARIAS; AGULHAS NEGRAS; FRADE DE MACAÉ E PEITO DE POMBA. 2º GRAU ( Escalada Semi-pesada) É necessária a cordada. A montanha começa a fazer-se respeitar, empenhando o Guia que deve possuir bons requisitos para superar as dificuldades, e fazê-las superar pelos que o seguem. Os obstáculos aumentam. São frequentes os saltos, as placas de rochas, mas os apoios menos abundantes, são menos cômodos. Quem enfrenta uma escalada de 2º grau deve estar bem preparado se não quizer correr o risco de grandes desilusões. Clássicos exemplos de 2º grau são as CHAMINÉS DO CANTAGALO; DOIS IRMÃOS DE JACAREPAGUÁ; CABEÇA DO INDIO; ESCALAVRADO; CHAMINÉ DA AGULHINHA; PRATELEIRAS; DESCIDA DO PAREDÃO DIAS PAES; PAREDÃO CARIOCA; PAREDÃO WALMIR CASTRO; MARIA COMPRIDA; PEDRA DO PICU; PAREDÃO VITÓRIA E COROA DO FRADE. 3º GRAU (Escalada Pesada) Não é para todos. A montanha resiste duramente aos escaladores - e as vias de 3º grau são somente para os escaladores - embora não requeiram o emprego de meios artificiais. A verticalidade e a exposição começam a se fazer sentir. Os caminhos e os diedros são duros, as travessias vertiginosas, com apoios escassos e pequenos. É necessário bom conhecimento da técnica de escalada. Na descida, muitas vezes, é preciso recorrer a corda dupla. Do 3º grau são a PASSAGEM DA ORELHA (PEDRA DA GÁVEA); DEDO DE NOSSA SENHORA; CAMINHO TEIXEIRA DO DEDO DE DEUS; CHAMINÉ DO TERCEIRO DEDO; DEDINHOS GARRAFÃO; PAREDÃO "CEPI"; OLHOS DO IMPERADOR; PAREDÃO MARUMBI E DESCIDA DO PAREDÃO ANTENA. 4º GRAU ( Muito Pesada) Termina, ou quase, a escalada livre, isto é, sem auxílio de meios artificiais. O escalador sente a necessidade de empregar o auxílio de grampos para sua segurança. Os paredões são verticais e expostos, pobres de apoios. As chaminés são estreitadas e extremamente difíceis. Fendas estreitas permitem somente a entrada de um flanco, ficando parte do corpo exposta. É utilizado então o sistema de adesão e oposição, a técnica mais refinada da escalada. A descida é feita, na maioria nos trechos, com o emprego da corda dupla e de nós de evasão. Esta escalada é para poucos, pois requer grande técnica e bom prepao físico. Como exemplo do 4º graupodemos citar a FACE LESTE DO DEDO DE DEUS; CHAMINÉ STOP, AGULHA DO DIABO; CHAMINÉ UNGAR; CHAMINÉ GALOTTI E AGULHA DO ITACOLOMI. 5º GRAU (Escalada Super-Pesada) É uma escalada extremamente difícil, em que são empregados muitas vezes meios artificiais. Os grampos, são imprescindíveis, não só para segurança, mas também para a saída. Os escaladores empregam muitas vezes duas cordas. Os paredões na maior parte de sua extensão são a prumo e muitas vezes negativos (mais de 90º). Os apoios, são raríssimos. Estas escaladas de primeira ordem, são reservadas a escaladores dotados de qualidades não comuns, e adestradíssimos. Exemplos de 5º grau temos na CHAMINÉ RIO DE JANEIRO; do CORCOVADO e o PICO MAIOR DE FRIBURGO. 6º GRAU Esta classificação não se aplica a nenhuma montanha do Brasil. Esta escalada, pode-se dizer, é o limite das possibilidades humanas. Se poucos escaladores podem afrontar o quinto grau, pouquissimos conseguem a notável façanha de atingir o sexto grau. Estes escaladores são mais acrobatas que escaladores, homens de nervos de aço, que põe em uso, além da técnica, todos seus recursos físicos. A escalada é feita empregando numerosos "pitons", estribos, roldanas e recorrendo a complicadíssimas manobras de corda. Ao sexto grau pertence o FITZROY, conquista feita na Patagônia pelo nosso conhecido Lionel Terrai. ( Transcrito dos boletins nº 6 e 7 do C.E. LIGHT ) Volta de sócios É com satisfação que registramos a volta às nossas atividades do associado HAROLDO DE SOUZA que se encontrava afastado por motivos particulares. Doações feitas ao clube Pelo caro consócio MAURÍCIO foi oferecido ao nosso
clube o jogo de fotebol "Toto". Apredam a jogar ... e divirtam-se. (Informação
do ofertante: já estava cansado de vencer e resolveu dar-nos umacolherde
chá ...). Aniversariante deste mês Dia 25 - Ivete Maria Villas-Boas Programação para Abril
Obediência ao guia, ordem e respeito aos companheiros, são fatores preponderantes para o sucesso das excursões. As matérias aqui publicadas não representam necessariamente a posição oficial do Centro Excursionista Guanabara. Ressaltamos que este é um espaço aberto a todos que queiram contribuir. |