| Boletim de Agosto de
1961 - Ano 2 - nº20 Secretaria A fim de mantermos o fichário sempre em dia, pedimos aos prezados associados que nos comuniquem qualquer mudança de endereço ou telefone (residencial ou profissional), bem como solicitamos aqueles que ainda não o fizeram que entreguem, com urgência duas fotos 3x4. Departamento Técnico Para facilitar o trabalho do guia, no caso de alguma comunicação urgente, pedimos ao caro consócio, que escreva nas listas de inscrições, com a letra BEM LEGÍVEL, seu nome, endereço e telefone. Alteração Na Diretoria Em reunião de 11 de julho p.pdo., foi feita a seguinte alteração na Diretoria: A associada NEIDE DOS SANTOS, que vinha exercendo o cargo de 2ª Secretária, passou a exercer o cargo de Diretora Social, ficando vago temporariamente, o cargo de 2ª secretária. Mais Dois Parques Nacionais Foram criados mais 2 Parques Nacionais: o Parque Nacional de Sete Quedas, pelo Decreto 50665 de 30/5/61 e o Parque Nacional de Caparão, pelo Decreto 50646 de 24/5/61. Hipótese é aquilo que não é, a gente faz de conta que é para que se fosse a gente soubesse o que aconteceria. Programação Departamento Técnico
Inscrições às quintas-feiras na Sede. Conservação das Matas A conservação das Matas é medida essencial a manutenção dum elevado padrão de vida e de beleza natural na Cidade do Rio de Janeiro. As florestas antes de tudo representam um poderoso obstáculo ao nefasto trabalho de erosão, quebrando com sua copa a força das águas, estendendo ao solo, um tapete de humos e facilitando a regularização e o armazenamento de água da chuva. Protegendo os mananciais, regularizando e prolongando a vasão das fintes, as florestas desempenham função de grande utilidade para as densas aglomerações humanas. A tirada de lenha, a fabricação de carvão vegetal, e o desbravamento para roças, foram no passado os grandes fatores de destruição da floresta em torno da cidade. A fabricação de carvão, sobre tudo contribui bastante para a destruição das matas do Estado da Guanabara. Felizmente o uso do carvão sempre foi restrito a fins especiais devido a dificuldade da combustão inicial e ao seu preço elevado. A lenha mesmo sendo combustível mais pobre era de manuseio mais fácil, não sujava tanto o ambiente e custava muito menos porque dispensava o preparo prévio que tanto onera o carvão. No ponto de vista de conservação patrimônio florestal, a fabricação de carvão, de madeira, representa um grande desperdício de energia. Fornecendo um combustível mais concentrado perde-se no processo de fabricação cerca de 60% da energia contida na madeira original, que se dilui na atmosfera sob a forma de gazes e vapores. O uso do carvão, outrora muito freqüente nas casas de família, para o preparo da comida, hoje está muito reduzido limitando-se quase somente ao emprego nos ferros de engomar. O preço do carvão restringiu muito o seu emprego e o que se consome hoje na cidade, vem em caminhões das zonas em vias de devastação sem plantio, no vizinho estado do Rio de Janeiro. Há cerca de vinte anos passados, ainda via muitos carvoeiros nas matas de Guaratiba, Campo Grande, Tijuca e Jacarepaguá, mas hoje esta atividade quase desapareceu e são muito poucos os que nas serras elevadas, burlando a fiscalização ainda efetuam pequenas derrubadas para fazer carvão. A combustão da lenha fornece entre 4.000 a 4.200 calorias, enquanto o carvão vegetal fornece de 7.000 a 7.200 calorias por grama. Pelos processos comumente usados o carvão obtido representa de 20 a 25% do peso de lenha carregado. Magalhães Correia dedicou um capítulo especial aos carvoeiros chamando a atenção para a capacidade devastadora dos mesmos. As matas do D.F. compreendidas entre a Tijuca e a Pedra Branca, sofrem estragos incalculáveis não só pelo comércio da lenha como de carvão. Nos arredores do Bico do Papagaio, nos locais conhecidos como Cantagalo, Florestas, Moreira e Quitito outrora Fazenda do Engenho da Serra, as matas estão sendo destroçadas, por gananciosos que obtiveram concessões dadas pela Inspetoria Agrícola Forestal. Criticando a derrubada das matas nas encostas íngremes, Magalhães Correia, que trabalha no Museu Nacional ao lado dum grande conservacionista, o Professor Alberto Sampaio, insistia na necessidade de preservar as florestas e conservar o solo. Leia a continuação de “Conservação das Matas” no boletim de setembro. Correspondência Recebida
Expedida
Oferecimentos Uma caixa de papel carbono, dois blocos e 200 folhas de papel de carta pelo sócio Adauto Gonçalves Torres. Aniversariantes do Mês
Aos aniversariantes as felicitações do C.E.G. Novos Sócios Em sua última reunião, a Diretoria aprovou a admissão dos seguintes sócios: Maria Mathilde Senra Cortes, Emanuel Madei Mattos e Itay Admildo de Abreu Lessa. Próxima reunião da Diretoria – 1º de agosto Próxima reunião do Departamento Técnico – 8 de agostoUm Pouco do Brasil Conservação das Matas A ilha de Trindade situa-se a cerca de 1800km do Porto do Rio de Janeiro. Seu eixo mais longo em sentido noroeste-sudeste, é de cerca de 6km, com larguras variando entre algumas centenas de metros e 43 km abrangendo um área total de 22 km2, distantes cerca de 60 km, localizam-se os 3 maciços do Arquipélago de Martins Vaz, visíveis a olho nu, nos dias claros as Ilhas são protegidas pela insegurança do Mar Bravio, que ainda hoje completamente isenta da conquista pelo homem, Trindade, ao contrário, fora, na época das naves à vela, visitada pelo homem com freqüência, tanto na rota para as Índias Ocidentais como nas da Europa e África, era sede temporária de piratas (para quem gosta de tesouros e um bom lugar para procurar). Entreposto do mercado de escravos esteve ocupada por portugueses, ingleses e brasileiros, foi presídio de “incendiários”, de criminosos comuns, de políticos indesejáveis etc. Um esboço dos poucos km quadrados da Ilha de Trindade oferece-nos os seguintes aspectos: a. O Maciço Central, constituído pelo “Pico do Desejado”, da “Trindade”, “Pontudo”, das “Grazinas”, “Vermelho”, “Verde”, “Sapé” etc., elevam-se entre 500 a 600m de altura, com húmus e vegetação; b. Os contra fortes pedregosos, localizados em torno do Maciço Central, entre 300 e 500 metros de altura, não mais resistem a força da erosão; c. Os Fonolistos entre os quais enumerados o “Obeliscão”, o “Monumento”, o “Pico da Cachoeira”, o “Pão de Açúcar”, o “Pico Preto”, apresentam-se com colossais colunas verticais entre 200 a 350 metros de altura, totalmente isentos de vegetação, fendidos horizontalmente e verticalmente (chaminés). Devido aos Fonolitos e morros abruptos, entrecortados por abismos profundos, existem ventos “circulantes” ascendentes e descendentes, que podem soprar com tanta violência, que mesmo um homem, que por ventura esteja caminhando numa encosta se vê obrigado a deitar-se. 20º Aniversário da Agulha do Diabo (Conquista) No dia 29 de junho de 1941, uma turma de bravos rapazes do C.E.B., pela primeiravez chegou ao cume da Agulha do Diabo, portanto no dia 29 de junho p.pdo. fez 20 anos que a Agulha do Diabo, foi conquistada por uma Equipe do C.E.B., formada por: Almy Ulissea, Giuseppe Toselli, Roberto Menezes de Oliveira, Gunther Buchheister e Raul Fioratti. Para comemorar este grande feito entre outras programações para os dias 08 e 09 de junho p.pdo, foi programada uma excursão à Agulha do Diabo contando com a participação de um representante de cada Clube Excursionista, tendo o sócio Helio Rodrigues Prefeitinho, representando o C.E.G.
As matérias aqui publicadas não representam necessariamente a posição oficial do Centro Excursionista Guanabara. Ressaltamos que este é um espaço aberto a todos que queiram contribuir. |