| Boletim
de Março de 2005
Meu Primeiro Dedo-de-Deus Foi no ano de 1986, eu tinha dois anos de montanha. A excursão era com o Santa Cruz e o Daniel Alvarenga. Estava de férias do serviço, e a proposta do Santa Cruz era fazer o Dedo na quinta, dormir na Cuíca, fazer o Cabeça-de-Peixe na sexta e voltar para o Rio. Para quem gosta de caminhada é um prato cheio, porém eu, com minha inexperiência e audácia, topei a empreitada (hoje eu não faria). Partimos com um tempo meio-barro, meio-tijolo, iniciamos a caminhada do Dedo e depois a escalada. A parede estava molhada, mas não chovia, prosseguimos até chegar a um dado ponto onde o Santa Cruz e o Alvarenga foram bater uns grampos no Diedro Salomith (aí era demais, eu fiquei parado em um platô dormindo). Seguimos até o cume, onde a maravilhosa visão nos proporcionava um metro de visibilidade - o tempo estava nublado!!!! Descemos e armamos nosso bivaque na Cuíca. O Santa Cruz puxou um toldo da KIBOM onde fizemos nossa proteção, que por sinal ficou muito boa, pois choveu a noite toda e eu não me molhei. Depois, armamos nosso farnel. O Santa tinha levado uma deliciosa pizza não sei do quê, com o frio que fazia a pizza estava congelada, porém foi um manjar dos deuses. No dia seguinte, o tempo continuava meio-barra, meio-tijolo, porém intrépidos (bons tempos). Decidimos subir o Cabeça-de-Peixe (grande caminhada para se conhecer só uma vez, eu voltei três). Subimos aquela pirambeira, chegamos ao cume com aquela visibilidade zero e voltamos para o Rio. No sábado ainda fiz a Via dos Italianos com Secundo e, no domingo combinamos, eu, Santa Cruz e o Alvarenga, de fazer a travessia em dois dias, mas esta história será contada em outra oportunidade. Ricardo Pena Uma Pedra da Gávea Portuguesa com Certeza Não tenho como precisar a data correta, mas o fato ocorreu entre o final dos anos 60 e início dos 70. Havia ingressado no Guanabara um rapaz que estava cursando o segundo grau no Colégio Militar. Seu nome era Celso. Era uma ótima pessoa, com um bom papo, mas apresentava alguns pequenos probleminhas. Um deles era sua fraca resistência física para esforços continuados. Apesar de ter um bom físico, Celso não conseguia acompanhar bem uma caminhada em terreno com forte aclive. O outro problema era sua dependência à avó portuguesa (que o controlava como uma caricatura de mãe judia). Manoel Armando (a grande liderança da época) montou uma caminhada para passarmos uma noite de sábado para domingo na Pedra da Gávea e, é claro, houve um intenso interesse. Se não me engano, éramos mais de 15. Naquele tempo, marcava-se o encontro em frente ao antigo Hotel Leblon e tomava-se um ônibus que ia para a pecaminosa Barra da Tijuca (aquela dos motéis), saltando na entrada da Rua Iposeiras, logo depois de São Conrrado. O equipamento a ser levado era o de bivaque, com alimentação para a ceia de sábado, o desjejum e o almoço de domingo, após as atividades clássicas da PG (travessia dos olhos para uns, instruções de escalada para os iniciantes nas pedras do topo e passeios em torno da borda da pedra). É bom lembrar que as cordas da época ou eram de sisal, ou as moderníssimas de nylon torcido (um luxo para poucos) e os mosquetões eram de aço. No ponto de encontro, eu já tive uma antevisão (tenebrosa) do nos esperava na trilha, quando percebi a chegada triunfal de Celso portando uma super mochila que devia estar pesando uns 20kg. Eu já havia experimentado a dificuldade de Celso num abortado CEPI, onde ele teve muitos problemas na trilha de acesso e não conseguiu passar do primeiro grampo, mas afinal de contas, escala é escalada e caminhada é caminhada, o pinicológico influi muito, como diria Freud. Ao comando de Manoel iniciamos a trilha mais ou menos às 11:00 e logo nos primeiros 10 minutos nosso herói abre o bico. É claro que em caminhadas de aclive forte os primeiros 15 minutos são os mais difíceis, pois o corpo ainda está se adaptando ao novo patamar de esforço e por isso Manoel resolveu dosar o ritmo, definindo mais paradas de descanso e colocando o Celso como segundo da fila. Mas mesmo assim, o peso da mochila era demais para ele. Nessas alturas eu propus uma troca de mochilas (imediatamente aceita) e por curiosidade resolvi perguntar sobre o conteúdo da dita cuja. Celso respondeu candidamente que era uma bacalhoada que sua avó preparara especialmente, para o almoço de domingo. Eu argumentei que bacalhau não era exatamente bem uma refeição de montanha, mas que levar um pouco do peixe não poderia fazer a mochila ficar tão cheia. Foi aí que o Celso resolveu abrir a mochila e mostrou um panelão de 6 ou 7 litros com uma monumental bacalhoada à Gomes da Sá, com tudo que tinha direito. Fez-se um silencio ensurdecedor, e Manoel aproveitou para reciclar a turma no que carregar para um trilha de fim de semana. Mas os problemas estavam apenas começando... muito antes da Praça da Bandeira, Celso não conseguia dar mais do que dois passos antes de parar e tentar sentar-se, Manoel então gritava... Celso! Venha até aqui! ... e dava dois ou três passos para traz, fazendo com que fosse possível haver uma lenta progressão. Naquela altura dos acontecimentos, Manoel permitiu que eu e alguns outros caminhássemos até a Praça da Bandeira para deixar nossos equipamentos, e eu aproveitei para aliviar o Celso de minha mochila. Com as costas livres, era possível que o tempo de caminhada pudesse ser diminuído. Uns 30minutos depois eles chegaram na Praça da Bandeira. Celso não queria continuar, pois se sentia numa marcha do Colégio Militar e não gostava de lembrar de coisas ruins... Manoel, com uma calma e firmeza impressionantes, fez ver a ele a impossibilidade da decisão e injetou-lhe ânimo para as etapas seguintes. Um grupo foi na frente preparar as cordas de segurança para as travessias da Carrasqueira e da escalaminhada da fenda que dá acesso a Cabeça do Imperador e os demais seguiram após uns 15 minutos de descanço. A chegada no topo aconteceu ao anoitecer, e para que não tivéssemos uma bacalhoada azeda no almoço de domingo, foi resolvido por unanimidade a montagem de um jantar lusitano na noite de sábado. Celso comeu muito pouco... alegou que não gostava tanto assim de bacalhau, mas que sua avó tinha insistido no prato. Roberto Schmidt de Almeida Info FEMERJ - Boicote à via localizada à esquerda do Paredão M2 Em fevereiro/2002 foi realizado no Parque Nacional da Tijuca um Seminário de Mínimo Impacto em Parede, primeiro da história do montanhismo em nosso país. Como modelo de estudo de impacto, foi escolhido para este seminário o bairro da Urca no RJ, por possuir a maior concentração de escaladas do Brasil, conseqüentemente, um dos locais mais vulneráveis. Este evento foi divulgado durante meses nas listas da internet, nos principais pontos de escaladas do RJ, nos clubes e escolas de escalada. A importância deste encontro foi de tal ordem, que compareceram inúmeros montanhistas daqui e de outros Estados, cuja repercussão ecoa até hoje, servindo de exemplo e modelo para outras atividades congêneres. A idéia de mínimo impacto não era nova. Desde 1999, quando da formação da Interclubes que resultou mais tarde na FEMERJ, que se discutia a importância de um comportamento coerente e adequado com relação ao meio ambiente natural. Em razão disso, nesta mesma época (1999) foi proposto um acordo entre todas as entidades e montanhistas que no Morro da Babilônia, devido ao grande número de vias lá existentes, não mais seriam realizadas novas conquistas. Durante o Seminário de Mínimo Impacto a comunidade corroborou este acordo de 1999, onde mais uma vez os clubes, escolas de escalada e montanhistas profissionais se comprometeram a respeitar esta conformidade. No entanto, na semana que antecedeu o Seminário, Rafael Wojcik e o Rogério de Oliveira (Pica-Pau), numa atitude de afronta e desrespeito à comunidade montanhista - já que o Rafael fazia parte da lista de discussão da FEMERJ na internet onde este acordo de não conquistar já havia sido amplamente divulgado ambos foram lá no Babilônia e conquistaram uma via colada (à esquerda) ao Paredão M2. Naquela mesma semana (durante a conquista), inúmeros escaladores e diretores da FEMERJ entraram em contato pessoal e pediram para que eles interrompessem a escalada e participassem do Seminário. O próprio presidente da FEMERJ, Bernardo Collares, entrou em contato telefônico com o Rafael. Mas, o egoísmo falou mais alto. Não só não interromperam a conquista, como não apareceram no evento. Tal comportamento individualista e anti-social causou repúdio na comunidade montanhista. Foram solicitados inúmeras vezes para que desequipassem a via, buscando resgatar o compromisso ético assumido pelos montanhistas. Mas, estes dois indivíduos não deram importância aos apelos e mantém lá até hoje a via. Exemplo magno de quem despreza o consenso ético. Como resultado disso, esta via é condenada pela FEMERJ e pela quase totalidade dos montanhistas. Na primeira reunião desta federação logo após o seminário, todas as entidades que compõe a FEMERJ decidiram boicotar a via e divulgar ao máximo este repúdio. Nem no competentíssimo Guia da Urca essa via é citada, justamente por conta destes fatos. Mas o número de novos montanhistas cresce a cada dia em ritmo acelerado. Muitos destes ainda não conhecem esta história e, inadvertidamente, podem acidentalmente acabar freqüentando a via. Por isso mesmo é importante a divulgação sistemática deste fato para servir de alerta, não só para informar como também como exemplo às novas gerações de escaladores. Alguns montanhistas ficam na história pelos seus feitos, outros pelos seus desfeitos. Estes serão lembrados como exemplos de péssima conduta desrespeito aos princípios éticos mais elementares de nosso esporte. FEMERJ (CEB, CEF, CERJ, CEC, CEL, CEP, GEAN, CEG, CET e AGUIPERJ) Mais infos www.femerj.org Abertura de Temporada de Montanhismo 2005 A exemplo dos anos anteriores, todos os clubes de montanhismo e entidades afins do Rio de Janeiro reúnem-se no já tradicional evento de Abertura da Temporada de Montanhismo. Será realizado no dia 1 de maio de 2005, domingo, no horário de 8 às 18 horas, na Praça General Tibúrcio - Praia Vermelha - Urca. O evento acontece na chegada do outono, pois é considerada época propícia para o início da prática do montanhismo. A programação será intensa, com muitas atrações e atividades envolvendo montanhistas, visitantes e entidades, ligadas ao esporte e ao meio ambiente. Consta na programação, além das atividades características de caminhada e escalada, a realização de uma gincana entre os clubes de montanhismo e para a criançada, muita atividade Infantil . Novas entidades também têm manifestado interesse em participar, assim como montanhistas representando outras cidades e estados. Várias lojas de equipamento de montanhismo fornecem material e equipamentos a serem sorteados entre os participantes no final do evento, lojas essas que estão instaladas em stands no local para exposição e demonstração de seus produtos, com apoio da Prefeitura do Estado do Rio de Janeiro. O evento é aberto ao público e para se inscrever é necessário a doação de 1 kg de alimento não perecível, a ser destinado a uma entidade carente. Maiores informações: www.
greencompany.com.br / www.femerj.org Alpinismo surgiu para pagar promessa Para que e possa entender o alpinismo que é ao mesmo tempo atividade física, intelectual e espiritual é preciso conhecer-se como nasceu e como o mesmo se modificou no decorrer dos tempos. As primeiras notícias sobre homens que estiveram em montanhas referem-se a travessias de gargantas por parte dos militares. E o caso da retirada dos dez mil, comandados por Xenfonte, que cruzou montanhas da Ásia menor para levar suas tropas das margens do Eufrates ao mar Negro, é o caso de Aníbal, que cruzou os Alpes com seu exército e seus elefantes. Nos casos citados, as perdas por congelamento, cegueira e sofrimento devido à altura foram enormes. Não podemos considerar, portanto esses casos como façanhas alpinistas, pois os soldados obedeciam a um plano militar e faltava-lhes o móvel espontâneo do alpinismo. A primeira ascensão célebre (que no entanto, não tem valor alpino) data de 26 de abril de 1336. Refere-se ao poeta italiano Petrarca, que subiu ao Monte Ventoso, modesto e fácil, mas a originalidade do poeta foi a de haver subido ao monte exclusivamente para seu deleite. Pode-se considerar o verdadeiro iniciador do alpinismo o piemontês Bonifácio Rotário DAsti, que em 10-9-1358 escalou uma montanha de 3.537 metros, o Rocciaamelone, tida na Europa, nessa época, como a mais alta e que tem uma parte recoberta por geleiras. Motivo: o cumprimento de uma promessa. Foi a Igreja que demonstrou aos homens, nessa época que a solidão da montanha que se pensava fosse refúgio de demônios era, ao invés, refúgio para aqueles que desprezavam o luxo e as ilusões do mundo e que do mesmo podiam advir saúde e bem-estar (e esse mesmo espírito é encontrado ainda hoje no mais modesto dos escaladores, ainda que o mesmo não saiba definir este estado de alma). Extraído do Diário de Notícias. Porque A Natureza é o nosso guia? A Natureza sempre foi a palavra-base de nossas sugestões, como também dos lemas de outros clubes congêneres, quer gravada, quer exprimida implicitamente através de equivalentes ou símbolos vários. E nem poderia deixar de ser, pois que nosso esporte é uma atividade toda natural. Há mais que um contato direto: há um verdadeiro entrelaçamento material e empírico entre a sublime e suprema criadora dos seres e das coisas e os nossos atos, símbolos e espírito excursionista. Desde a concepção da idéia de excursionar, a chegada ao fim é Ela que nos orienta. Da idéia surge precauções: o tipo de traje a usar, o material, o farnel, a água, enfim, todo o necessário pedaço de natureza com o qual vamos entrar em contato: se um campo, se uma praia, se uma montanha leve ou pesada, se uma escalada com seus variados graus... tudo é Natureza! Na chegada a nossa mata optata, isto é, ao fim desejado, é Ela que nos vai, com a voz majestosa do silêncio, dizer de nossas sub-atividades, do que nos espera, do panorama, da compensação do cansaço, das caminhadas e subidas... Nas praias temos o verde-mar convidativo ao banho, os jogos, as diversões próprias que Ela mesma nos presenteia. Nos campos temos as verdejantes matas, salpicadas de flores e banhadas de ar puro... as frutas... Nas montanhas, a maravilhosa visão do todo, das obras naturais de mãos dadas com as obras do Homem, que Ela mesma criou e deu sem egoísmo os meios necessários para viver, sub-criar e resistir a todas as adversidades fornecidas pela própria Natureza, como que para a compensação da abnegada resistência do seu grande feito - o Homem. Ao fim de cada excursão, a quem devemos render graças, senão a Ela, que nos deu os mares e nos ensinou a navegar, os campos e nos ensinou a tirar deles todo o proveito, as montanhas e nos ensinou a escalá-las; que durante o dia nos deu o Sol, durante a noite, a Lua, as estrelas, nossos guias naturais, quando falham nossos recursos artificiais... As lanternas se apagam, não sabemos do caminho... E agora pergunto: Quem é o nosso verdadeiro guia? (Transcrito do boletim de out. 1960
Escrito por: Magno Matheus da Rocha) Breve história do alpinismo -Por que escalas essas montanhas? Perguntava um dia a Mallory um leigo. -Porque estão ali! Esta resposta pode fazer-nos reflexionar. Não significa de nenhum modo que o homem escale as montanhas porque é o caminho entre os vales. Nunca é preciso passar pelo cume das montanhas, quase sempre pode-se contorná-las e os vales comunicam-se por costados que muitas vezes são facilmente acessíveis. O que significa esta resposta, e por muito que se analise, não se poderá obter outro sentido, é que o homem sobe as montanhas porque não pode resistir a tentação. Mas a tentação não existe para todos; a atração pela montanha se processa em algumas e não de um modo geral. Não tentaremos explicar essas diferenças individuais. Nosso objetivo não é escrever uma história do alpinista e sim uma história do alpinismo. Quando se começou a praticar o alpinismo? Nenhuma história deste esporte deixa de mencionar, depois da expedição bíblica de Moisés ao Monte Nexx, a tentativa histórica por um soldado em uma alta muralha de rocha 106 anos antes de Cristo. Salustio deixou-nos um relato desta escalada em A Guerra de Yugurta. O soldado pertencia ao exército de Marius e este exército assediava uma praça forte protegida por uma montanha elevada até perder-se de vista e cortada naturalmente a pico como se a mão do homem houvesse realizado a obra intencionalmente. Segundo o relato, o soldado logrou descobrir naquela parede uma
via de escalada. Realizado tal descobrimento desceu, reuniu uma patrulha e guiou-a
até o cume. A praça forte foi vencida. O alpinismo não existia na antiguidade nem na idade média. Insto, no entanto não significa que se ignorava completamente a montanha: podiam temê-la ou amá-la, mas poucas vezes escalá-la. Conta-se que entre 1275 a 1285, o rei Aragon decidiu subir ao Canigó (2.785m), nos Pirineus, para descobrir o que havia no cume. O rei ia acompanhado de dois cavaleiros, mas estes cheios de terror, abandonaram-no antes de chegar ao cume. O rei prosseguiu só e a seu regresso contou que havia alcançado o cume e encontrado lá um lago. Estaremos muito mais perto do verdadeiro princípio do alpinismo com a conquista do Mont-Aiguille, em Dauphiné, por Antoine de Ville, senhor de Domp Julien. Esta ascensão teve lugar em 1492. Divaldo Amorim Obras da trilha do Morro da Urca Dia 22 de fevereiro, finalmente começaram as obras na trilha do Morro da Urca. Como todos que passam por ali com certa freqüência podem observar, a trilha sofreu uma grande deterioração nos últimos anos e nem mesmo as atividades de replantio e fechamento de atalhos no local conseguiram deter o processo. As obras estão sendo realizadas pela
FEMERJ com financiamento da Cia Pão de Açúcar. No primeiro
dia de trabalhos, Bernado Collares (presidente da FEMERJ) e Delson Queiros (novo
diretor de meio ambiente da FEMERJ) estiveram presentes. O serviço, basicamente,
é feito com a colocação de troncos de madeira posicionados
como degraus nos trechos mais erodidos, facilitando, assim, a passagem pela trilha,
além de reduzir drasticamente o processo de erosão. Ponte na travessia Petô-Terê Todos que já fizeram a travessia Petrópolis-Teresópolis conhecem um certo trecho onde era necessário que pulássemos de uma pedra para outra por cima de um buraco, o que causava uma emoção à mais na travessia, principalente porque o pulo geralmente era feita com uma mochila cargueira nas costas. Depois da queda de um excursionista que quebrou o pé, a administração do parque instalou no local uma "ponte verde" que inclui, ainda, um corrimão. A travessia ficou um pouco menos emocionante mas, pelo menos, está um pouco mais segura. III Semana da Montanha O Centro Excursionista Petropolitano
realiza nos dias 13 a 22 de maio de 2005 a III Semana da Montanha com palestras,
exposições e work-shops no SESC Petrópolis, Itaipava Shopping
e nas montanhas de Petrópolis. I etapa do Campeonato Niteroiense de Escalada Sábado, dia 12/3, será realizada a primeira etapa do Campeonato Niteroiense de Escalada Esportiva e a festa de comemoração de 1 ano do complexo de escalada 11A. O campeonato será de 9:00 as 18:00 com as categorias Infantil, Iniciante, Intermediário e Avançado, reunirá atletas do estado do Rio e de outras regiões e distribuirá mais de R$2.500,00 em prêmios. À noite acontecerá a festa de 1 ano do 11A, exclusiva para convidados e a inauguração da nova área de boulder que estará livre para utilização, além de distribuição de vários brindes e bolsas de desconto. Curso de Geociência Prática para Montanhistas Estão abertas as incrições para o curso de Geociência Prática para Montanhistas, ministrado por Antônio Paulo Faria, montanhista e Doutor do Instituto de Geociências da UFRJ. Segundo Antônio Paulo, geologia e geomorfologia são temas muito importantes para montanhistas e escaladores, principalmente para os guias porque frenqüentemente as pessoas perguntam a eles algo sobre rochas e montanhas. O entendimento sobre as características das montanhas tropicais, alpinas e também sobre a dinâmica do ambiente montanhoso, é algo de suma importância para aqueles que tem nelas a sua vida profissional ou área de lazer. Outro ponto relevante é a análise de riscos geológicos nas escaladas e caminhadas. Sendo assim, este curso tem o objetivo de dar uma melhor formação para montanhistas e escaladores em geral, fazendo com que eles tenham o conhecimento necessário sobre o terreno (rocha) e o ambiente onde passam boa parte de suas vidas. O curso é dividido em 2 módulos
com aulas práticas e teóricas. O módulo 1 acontecerá
entre os dias 14 e 19 de março e o módulo 2 entre os dias 28 de
março e 02 de abril. Programação do Mês
As
matérias aqui publicadas não representam necessariamente a posição
oficial do Centro Excursionista Guanabara. Ressaltamos que este é um espaço
aberto a todos que queiram contribuir. |
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