| Boletim de Novembro
de 2000 Mistério no Diedro Infernal
No último final de semana de outubro escaladores
que frequentavam o local descobriram que todos os grampos do Diedro Infernal
(também conhecido como Diedro Pégasus) tinham desaparecido.
Tal fato causou enorme surpresa em todos e uma enxurrada de e-mails de
protesto no grupo de discussão na Internet. Apesar da via poder
ser toda escalada em móvel, a retirada de grampos sem a consulta
prévia ao seu conquistador ou ao clube que a mantém, assim
como o acréscimo de outros, é considerado grave falta ética
no montanhismo. Para se tirar qualquer dúvida, tanto o Tunico (conquistador
da via), quanto o Centro Excursionista Petropolitano (para quem ela foi
doada), foram indagados a respeito e informaram não terem sido
comunicados. Com o dano já feito, a FEMERJ já pensa na regrampeação
da via, mas agora, com grampos de 1/2” em substituição aos
de 3/8”, a pedido do próprio Tunico. Fica agora somente o mistério
a respeito de quem retirou os grampos. Quem souber de alguma informação
entre em contato conosco pelo e-mail guanabara@guanabara.org.br ou com
o e-groups da Interclubes.
Sandra Corso vai fazer uma Palestra no CEB. A data está
marcada para dia 09 de janeiro de 2001, às 19:00hs. Vamos lá
prestigiar! Nesta projeção de slides ela mostrará,
escaladas no North Cascades (Washington), Colorado e no Novo México.
Vale apena conferir... Palestra no CEC
O Departamento Técnico do CEC gostaria de convidar
a todos para a Palestra “A Biomecânica da Escalada em Aderências:
a Ciência por trás do Esporte” a ser realizada pelo Flavio
Aguiar, que será realizada no dia 22 de novembro de 2000, quarta-feira,
começando às 21:00hs na sede do Clube Excursionista Carioca,
Rua Hilário de Gouveia, 71 / 206, Copacabana. Abraços, Marcelo Roberto Jimenez Lançamento do Guia de Escaladas de Itatiaia
Depois de muito trabalho, finalmente será lançado
o Guia de Escaladas de Itatiaia de Alberto e Fábio Guedes. O guia,
com 112 páginas, traz 166 vias de escaladas com comentários,
croquis, fotos, além de curiosidades da região, uma breve
sobre a história do alpinismo no Brasil e no mundo. Ele busca registrar
e informar as conquistas no Itatiaia a toda comunidade escaladora, e também
levar aos simpatizantes do esporte e visitantes dessa região o
nosso esporte. Aqui no Rio de Janeiro, o seu lançamento será
no Escalada Café (Rua Capitão Salomão, 55 – Botafogo)
no dia 29 de novembro às 19:30h. Tiros nas vias do Dona Marta Atenção montanhistas. Quem for escalar
nas vias do Dona Marta, muito cuidado para não terminar a descida
à noite. Recentemente houve caso de tiros vindos da favela em direção
aos escaladores e suas lanternas de cabeça. Felizmente ninguém
se feriu. Como nunca foi registrado nenhum problema durante o dia e o
pessoal que conquistou essa vias chegou mesmo a ter contato com os moradores
da comunidade, acreditamos que os que atiraram, não querem
ninguém por ali à noite, portanto, fiquem atentos.
Ata da Reunião da FEMERJ
Ata da primeira reunião mensal da FEMERJ realizadas
aos trinta e um dias de outubro de dois mil, na sede do Centro Excursionista
Brasileiro, na Avenida Almirante Barroso nº 2 - 8º andar, tendo
início às 20:00horas, tendo a presença das seguintes
pessoas: Dalton Chiarelli, Bernardo Collares (CEC), Gustavo Sampaio Rego,
Jana Menezes (CERJ), Thiago Bastos, Mario Richard (CERJ), Flavio Carneiro,
Alexandre Diniz (CEB), Flavio Wasniewski, Priscila Botto (CEC), Marcelo
Roberto (CEC), Francisco Bomtempo (CEG), Flavio Aguiar (CEL) e Jeronimo
(CEC), Vicente (Diretor do Parque Nacional Serra dos Órgãos).
1) – Bernardo explicou que a FEMERJ já está registrada faltando
apenas o CNPJ junto a Receita Federal. Gustavo Sampaio assinou o documento
para dar entrada na Receita Federal; 2) - discutiu-se a situação
do acesso ao morro do Babilônia, que foi interditado devido ao incidente
do cabo de tração do bondinho. Gustavo Sampaio averiguará
a situação com o Pellegrini para saber como e quando o acesso
será restabelecido; 3) - foi apresentada uma nota de agradecimento
enviada pelo Pedro Meneses, Diretor da gestão compartilhada do
Parque Nacional da Tijuca, pela participação da FEMERJ no
mutirão de limpeza do lixa lançado na face sul do Corcovado;
4) – foi apresentado o Ofício nº 825/SMAC da Prefeitura da
cidade do Rio de Janeiro, assinado pelo Secretário Municipal de
Meio Ambiente, Mauricio Lobo, informando sobre o processo de abertura
da trilha Horto-Paineiras, cujo nº é 14/002-439/98; 5) - a
FEMERJ agradece a montanhista Priscila Botto pelo belo trabalho realizado
na organização das atas das reuniões da então
Interclubes, cujo original se encontra no CEC a disposição
de todos para copiarem; 6) - foi discutido a questão da retirada
dos grampos do Diedro Pégaso, no morro do Babilônia. Bernardo
Collares e Chiarelli ficaram de entrar em contato com os conquistadores
a fim de saber se houve a devida autorização. Caso não
tenha havido, os grampos serão recolocados; 7) – a FERMERJ comprará
50 grampos como Chiquinho de Petróplis para serem usados na conservação
e restauração de vias já existentes; 8) - Gustavo
Sampaio, seguindo decisão da FEMERJ, conversará com o escalador
Hillo para a retirada dos grampos da via Jacques Costeau, no morro do
Babilônia; 9) - foi decidida a regrampeação da via
Ás de Espadas, na face sul do Pão de Açúcar.
O encarregado pelo trabalho é Bernardo Collares; 10) - Vicente
notificou o começo das obras de restruturação do
PNSO, com a construção de abrigos, museu e a conservação
de trilhas e escaladas; 11) - O Vicente informou que os clubes e as escolas
de escaladas tem direito a um desconto de 50% (cinquenta por cento) na
entrada do PNSO. Em princípio ficou acordado que a forma do montanhista
se identificar e ter direito ao desconto, seria através da carteira
da FEMERJ; 12) - Vicente pediu que fossem dadas sugestões a fim
de controlar o numero de pessoas entrando no PNSO. Sem mais a reunião
terminou as 22:40 horas. Limpeza no Corcovado
No final de outubro foi feito um multirão de limpeza da base da face sul do Corcovado organizado pelo PNT,em conjunto da Guarda Municipal, Fundação Hipoocantus, COMLURB e voluntários.Trinta pessoas retiraram cerca de 500 Quilos de lixo de todos os tipos, tais como: latas, cadeiras de fibra, um aquecedor, peças de andaime etc. A FEMERJ estava representada por Gustavo Sampaio e Flávio Carneiro que guiaram o grupo até a base da montanha com a presença do diretor do PNT. O escalador Híllo Santana esteve presente no local ajudando na retirada do lixo. Acredito que cerca de 70% do lixo visual tenha sido
retirado.Oficialmente o próximo multirão no local será
feito em março de 2001, mas nada impede de se organizar outro antes
do tempo previsto. Iniciativas como essa devem ser estendidas para outras
áreas. Esperamos que a presença de escaladores seja cada
vez maior e mais ativa nos próximos multirões e manifestos.
Flávio Carneiro (Limite Vertical)
Erro fatal no Pão de Acúcar
“ Eles não eram “turistas” nem eram inexperientes
ao subir pelo CEPI (cabo de aço). Dois escaladores paulistas, que
escalaram a tradicional via dos Italianos, 5º, na face oeste do Pão
de Açúcar, e foram descer ao final da via. Num dos rapéis,
o Daniel Soares provavelmente deve ter armado o aparelho de descida de
forma errada e, ao soltar sua ancoragem para ficar na corda, despencou.
Infelizmente o escalador não sobreviveu aos inúmeros ferimentos
decorrentes da queda. Errar é humano. E, infelizmente, no nosso esporte um erro pode ser fatal. O que importa agora é o seguinte: - você revisa sempre se o seu aparelho de descida está corretamente armado antes de se soltar da ancoragem? - você checa sempre se fechou o baudrier/cadeirinha antes de começar a escalar? - confere se o nó de encordamento está feito corretamente antes de começar a escalar? - dá nó no final da corda em todos os rapéis? - Temos que ter o hábito de sempre revisar tudo antes de colocar o pé na primeira agarra da via, e antes de se pendurar na corda para cada rapel. Não custa nada checar e usar backups de segurança, pois um dia nós poderemos errar. E tomara que esse erro não seja fatal. Marcela Chaves
Precisos Caminhos
Havia crescido e vivido aos pés do horizonte, e
precisava ver com os seus olhos algum dia então responderia uma
pergunta que pairava “oque guardo em segredo pequeno ser?” Sabendo que portava um horizonte maior que aquele que lhe
confrontava, decidiu então: vestiu-se não só
de cordas, ganchos e pinos, mas certeiro despiu-se das dúvidas,
tristezas e tolas motivações trilho caminhos onde não
havia vícios e resíduos subiu, virou, desceu e folegou pulou,
arranhou e torceu hematomas, cãibras, paraou, descansou e retornou
denovo passou por onde a natureza criara perfeitas imperfeições,
e quando ao cume chegou, a pergunta se fez novamente “oquê guardo
em segredo pequeno ser?” - Nada além da harmonia, respondeu. Se estou aqui e respiro livre este ar puro que me envolve, é porque leve estou também, e o único peso que havia dissolveu-se de mim. Não me envaideço. Mas feliz por contemplar lembrarei-me que não te desafiei. Vim aqui para agradecer, por você existir... ”Emanuel camarada”
(Texto dedicado ao Sblén)
O Sistema Brasileiro de Escalada
Tenho percebido alguma confusão entre os associados, e até mesmo entre os guias, com relação à correta utilização do sistema brasileiro de graduação de escaladas. Primeiramente, faz-se necessário ressaltar
que o nosso sistema de classificação de escaladas foi proposto
pela antiga Federação de Montanhismo do Estado do Rio de
Janeiro (extinta – não confundir com a Federação
recém inaugurada) em 1975 e é reconhecido internacionalmente,
citado, inclusive, no famoso “Freedom of the Hill”, principal referência
norte-americana sobre montanhismo. A confusão em torno do sistema brasileiro
de graduação de escaladas é natural, resultante da
maior influência de outros sistemas de classificação
(principalmente do norte-americano e do francês) sobre os escaladores
cariocas, em face do aumento de intercâmbio e das diferentes inovações
utilizadas pelos guias de escaladas lançados no Rio. A proposta, de uma forma geral, mantém as
características principais do sistema atual e adiciona novas formas
de classificação. O novo sistema permitirá um maior
detalhamento das vias mais difíceis e complexas e um menor detalhamento
para vias mais simples e menores. Começaremos pelo sistema atual, constituído
de 4 itens (graduação geral, graduação do
lance mais difícil, graduação de artificiais e pontos
de apoio isolados), analisando suas modificações e em seguida
as inovações. 1) Classificação Geral – A primeira
parte da graduação deve ser expressa em algarismos arábicos
e informa a dificuldade geral da via, incluindo a graduação
geral dos lances, o tamanho e duração da escalada, a exposição,
a dificuldade de acesso, entre outros. Classifica as escaladas do 1º
ao 8º graus, mas é aberta para cima permitindo a inclusão
de vias mais difíceis no futuro, e não possui subdivisões
como 4ºsup, 3º+ ou 7ºa. A proposta do novo sistema incorpora a tendência
de não classificar com o grau geral as vias com até 1 enfiada
(30m), já expressa em guias de escaladas como o de Guaratiba (André
Ilha). 2) Classificação dos Lances – A segunda
parte da classificação deve ser expressa em algarismos romanos
e exprime a dificuldade do lance mais difícil da via, sem levar
em consideração os trechos restantes. Para aferir o grau
do lance mais difícil deve-se considerar a dificuldade técnica
da ascensão e a exposição a que se submete o escalador.
Classifica os lances de I a XI grau e, como o grau geral, não possui
teto, permitindo a inclusão de lances mais difíceis no futuro.
Em nosso sistema original, para aumentar o detalhamento
e a precisão da graduação, a classificação
dos lances foi subdividida com a inclusão de graus intermediários
representados pela partícula “sup” de superior. Com o aumento da influência norte-americana
e francesa, muitos escaladores passaram a intermediar o grau do “crux”
da via com as letras: a, b ou c, no lugar do “sup”, obtendo um maior detalhamento.
A proposta do seminário consiste em manter
a subdivisão da classificação do lance com “sup”
até o VI grau. Do VII grau em diante a subdivisão passará
a ser feita com as letras a, b e c. Também incorporando uma inovação
já utilizada pelos escaladores no Rio e expressa nos guias de escalada
da Urca (Flávio Daflon e Delson de Queiroz) e de Três Picos
(Alexandre Portela, Isabela De Paoli e Sergio Tartari). A classificação do lance mais difícil
é obrigatória sempre (a única nas vias com menos
de 50m e sem artificiais), mesmo que seja igual ou inferior ao grau geral
da escalada. É que determinada escalada pode ser graduada de 5º
grau devido à dificuldade de acesso, a sua grande extensão,
ao pequeno número de proteções e a rocha quebradiça,
embora a dificuldade técnica de seus lances não passe de
IV grau e seu lance mais difícil seja de IV sup, sua classificação
é 5º,IVsup 3) Classificação de Artificiais – A
terceira parte da classificação deve ser expressa pela letra
A (maiúscula) seguida de um número de 1 a 3 e designa a
escalada (ou lances da escalada) em artificial e expressa pela letra C
(sem subdivisão), que informa a escalada (ou lances) com auxílio
de cabo de aço. A graduação de artificiais original
era a seguinte: (Catálogo de Escaladas do Estado do Rio de Janeiro,
André Ilha e Lúcio Duarte). A1 – artificial fixa positiva ou negativa, artificiai
móvel positiva, pêndulo, “trepa-ombros”, “trepa-grampos”
e “laça-grampos”. A2 – teto em artificial fixo e artificial móvel
negativo em rocha sólida. A3 – teto em artificial móvel, artificial
móvel negativo com problemas (rocha em decomposição,
fendas mal definidas, atrito excessivo), artificial com cliff-hangers.
Note-se que alguns conceitos de escalada da época
(1975), mesmo tratando-se de artificiais, caíram em desuso e hoje
são considerados roubadas. A proposta de revisão é
pela utilização do padrão internacional de classificação
de artificiais, que divide a escalada artificial de A1 a A5 e do C para
designar os cabos de aço, como já é de uso comum
pelos escaladores e usado nos 3 guias de escalada citados anteriormente.
O sistema internacional, descrito por Jim Bridwell
no livro Climbing Big Walls, é traduzido pelo André Ilha
em seu Guia de Escaladas de Guaratiba desta forma: A1 – proteções “à prova de bomba”
(grampos, pitons bem batidos em rocha sólida, nuts e friends em
colocações perfeitas, etc) e fáceis de colocar;
A2 – idem, mas com peças nem sempre tão
perfeitas e às vezes de difícil colocação;
A3 – sequências de colocações
delicadas, resguardadas por ocasionais peças (nuts, friends, pitons)
“`a prova de bomba”; A4 – muitas colocações em série
que só agüentam o peso do corpo do escalador sem quedas
- lance bem arriscado para o guia; A5 – pelo menos 20 metros contínuos de colocações
que só agüentam o peso do escalador – portanto, com
quedas potenciais para o guia superiores a 40 metros. A cada um desses graus pode ser acrescentado, para
maior precisão, de um “+”, equivalente ao “sup” dos lances livres
(exceto, claro, para os cabos de aço). Deve-se destacar ainda que a cada classificação
de artificiais é obrigatória, claro, somente quando houver
um trecho neste estilo. 1) Classificação dos Pontos de Apoio
– É o quarto item da classificação tradicional brasileira
e, na verdade, trata-se de um sub-item da graduação
de artificiais e consiste na indicação do número
de pontos de apoio isolados utilizados para a progressão durante
a escalada, colocado entre parênteses. Na medida em que a escalada
é repetida sem a utilização dos pontos de apoio,
o número entre parênteses é diminuído até
desaparecer (o que pode aumentar o grau do lance ou o grau geral).
É preciso ressaltar que quando nosso sistema
de graduação foi elaborado, a concepção da
escalada livre estava dominando a ética na escalada e, antes disso
ocorrer, literalmente “valia tudo” para completar uma escalada. Boa parte
das escaladas tinham grande número de “pontos de apoio” normalmente
utilizados em sua progressão, a classificação dos
pontos de apoio era uma forma de valorizar a diminuição
das “roubadas”, comuns na época. A proposta do seminário, mantém a classificação
dos pontos de apoio como opcional, podendo ser colocada logo após
a graduação do artificial (ex. A2(5)). A notação
AØ indica a utilização de um ponto de apoio.
O sistema de classificação de escaladas
brasileiro consiste nos itens descritos acima, a nova proposta inclui
as modificações mencionadas e adiciona ao sistema as classificações
seguintes: 2) Classificação do Artificial feito
em Livre – Pode ser utilizado quando em trecho de escalada em artificial
começa a ser realizado totalmente em livre. É expresso pelo
grau do lance em artificial e o grau do lance quando feito em livre entre
parênteses e separados por uma barra. Esta classificação
não é obrigatória e já consta dos guias de
escalada da Urca e de Três Picos, trata-se portanto de outro item
já utilizado no meio que é incluído na classificação
brasileira tradicional. 3) Classificação da Exposição
– Foi proposta pelos autores do guia de escaladas de Três Picos
e pretende destacar o grau de exposição de uma via do grau
geral, permitindo um maior detalhamento. A classificação
da exposição atende ao espaçamento e a qualidade
das proteções, levando-se em consideração
o risco a que se submete o escalador em caso de queda, bem como a dificuldade
na colocação de peças móveis e a qualidade
da rocha em que são postas. Esta classificação não é
obrigatória, mas quando adotada deve ser posta no final da classificação
completa da via e é expressa pela letra E (maiúscula) e
dividida de E1 a E5, da seguinte forma: E1 – vias bem protegidas; E2 – vias com proteção
regular (ex.: vias do Babilônia); E3 – vias com proteção
regular mas de trechos perigosos (ex.: via leste no Pico Maior);
E4 – vias perigosas em caso de queda; E5 – vias muito perigosas
em caso de queda. 7) Classificação da Duração
– Trata-se de outra característica da via que influi na aferição
da sua graduação geral e é destacada, permitindo
um maior detalhamento na classificação final da escalada.
Consiste na informação do tempo necessário para realização
de uma via em condições climáticas normais e é
influência da escalada em “big wall”. Foi utilizado o sistema de
graduação internacional com alguns ajustes na notação.
Esta classificação não é
obrigatória, mas quando adotada deve ser colocada no início
da classificação completa da escalada e é expressa
pela letra “D” (maiúscula) e dividida de D1 a D6, da seguinte forma:
D1 – algumas horas de duração;
D2 - meio dia de duração; D3 – um dia inteiro de duração;
D4 – um dia inteiro de duração com “crux” de no mínimo
V grau; D5 – um dia e meio de duração com “crux” de
no mínimo VI grau; D6 – dois dias ou mais de escalada.
Exemplo do novo sistema: D3, 5º , IVsup (A3+
(7) / VIIIc) E3, onde: D3 = grau de duração (opcional)
Lembramos ainda que a graduação no
sistema brasileiro de classificação de escaladas expressa
a dificuldade para quem vai guiar a via à vista e que o treinamento
sistemático do lance ou a presença de uma corda vinda de
cima reduzem a dificuldade da escalada. São normais as discórdias sobre a classificação
correta das escaladas e variações de até um grau
são consideradas normais, é que a aferição
do grau de uma via não é uma ciência exata, dependendo
muito das preferências de estilo e técnica do escalador que
influenciam diretamente no grau que ele vai “sentir”. Espero ter sanado a maior parte das dúvidas, mas aqueles que ainda não estão satisfeitos podem procurar nas minhas fontes: Catálogo de Escaladas do Estado do Rio de Janeiro, André Ilha e Lúcia Duarte (1984); Guia de Escaladas da Urca, Flávio Daflon e Delson de Queiroz (1996); Guia de Escaladas de Três Picos, Alexandre Portela, Isabela De Paoli e Sergio Tartari (1998); Guia de Escaladas em Rocha – Guaratiba, André Ilha (1999); e Revista de Escalada – Fator 2, no. 9, em matéria do Flávio Wasniewski sobre o I Seminário sobre sistema de graduação também publicado no boletim da antiga Interclubes. Boas Escaladas! Beto.
Falando de Saúde
Açúcar Mascavo.
Carvão Vegetal e Mineral. (Guia Prático para o Uso Correto dos Produtos Naturais,
Dr. Márcio Bontempo e Mirthes Y. F. Vieira) Curiosidades Café na medida Juliana Fell
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