Boletim de Outubro de 1960 - Ano 1 - nº10
Sede Provisória: Rua Teodoro da Silva, 879 - Grajaú - Telefone: 38-4688
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Dentro daquele princípio amplamente democrático que sempre reinou em nosso clube, resolveu a comissão organizar um questionário contendo as perguntas necessárias sobre os pontos fundamentais referente as finalidades com que a mesma foi constituida.

Responderam ao questionário aproximadamente 20 sócios, um terço portanto do seu total.

Apurados os resultados passou a comissão a trabalhar na confecção de um emblema que de acordo com a votação teria a forma pentaonal.

Ficando estabelecido que o Clube deveria ter um símbolo marcante, símbolo que tão somente a se deparar com o mesmo, lembrasse o C.E.G., escolheu-se o "Pão de Açúcar" como o mais definidor da nossa característica.

Entre todas as características simbólicas de excursionismo, adotamos a de uma montanha por ser a mais condizente.

Preferiu a comissão, portanto o "Pão de Açúcar", por estar o mesmo localizado no litoral da Baia de Guanabara simbolizando assim o C.E.Guanabara, muito embora o clube assim se chame não por causa da baía, mas sim devido do Estado recém-criado.

Poderia o Pão de Açúcar ser interpretado como um símbolo eminentemente turístico, a sua simbolização não ficaria adequada a um clube excursionista e principalmente atividades de escaladas. Essa hipótese fica definitivamente afastada, pois a nossa montanha que estão localizadas várias escaladas consideradas as mais difíceis: Paredão CEPI, Chaminé Galloti, Paredão Segunda Costa Neto, caindo dessa forma forma o argumento que representa uma atividade turística . E como uma brincadeira diríamos que no Pão de Açúcar estão as iniciais do C.E.G.: Paredão (C)epi; Chaminé(E) Stop e Chaminé (G)alloti ...

Para criar uma flâmula e um escudo turísticos, procurou-se um ângulo diferente, pouco usado na propaganda do Rio, bem como a eliminação ao máximo da Baía de Guanabara. Projetou-se assim dessa forma o escudo: formato pentagonal tendo o Pão de Açúcar dominando totalmente um segmento circular e ligeira representação da Baía de Guanabara. As cores utilizadas seguiu-se a opinião da maioria dos votantes: fundo do escudo em amarelo, segmento circular azul claro, o desenho do motivo em branco com sobreados em azul escuro na mesma tonalidade do mar e das letras zebradas, adotadas no escudo.

Seguindo o princípio de tornar-se o mesmo símbolo e cores para a flâmula, bandeira e emblema, respeitando a opinião dos associados que responderam ao questionário, projetou-se a flâmula com fundo azul, o escudo já descrito e por extenso com letras amarelas, o nome do clube, dentro do ponto de vista da Comissão o mais estético.

Não obstante a cor azul ser a predominante em nossos clubes excursionistas, não vê a Comissão empecilho algum na sua adoção, mesmo porque o será em totalidade diferente bem como o amarelo. Quanto ao significado das cores deixamos de abordar, pois o consideramos desnecessário. Orientando-se ainda, pela opinião dos associados, projetou-se a bandeira totalmente lisa, em azul, como o emblema no canto superior esquerdo, colocando-se no canto inferior direito o lema do Clube.

Para o lema, depois de uma seleção dos que foram apresentados pelos associados e pelos membros da comissão, foi feita uma eleição - eliminatória, resultando a escolha do seguinte:

"A Natureza é o nosso guia"
( Justificação do lema em outro local deste boletim)

(Resultado do relatório da Comissão nomeada para a escolha das características simbólicas do C.E.G.)


Compareça as nossas reuniões as quintas-feiras na Sede.
Comentários das excursões, críticas, sugestões, brincadeiras:
Há muito ganhamos um jogo de "toto", venha jogar.


Nós

O conhecimento de nós é importante não só na escalada como em qualquer setor do excursionismo, tendo muita aplicação na vida prática.

Usa-se o nó quando se dá segurança numa escalada ou quando se vai fixar uma barraca, quando se unem cabos ou quando se transporta material.

Dentre os muitos nós existentes, todos de grande utilidade, há 5 que nenhum excursionista pode desconhecer, mesmo quando principalmente são: Azelha, Nó de comer, Volta do fiel e Nó direito.

Você já sabe fazer esses cinco nós?


Fogueiras

Saber fazer fogueira é de muita utilidade para um excursionista. Há vários tipos de fogueiras, cada um para um fim específico. Todavia, não se devem também esquecer as cautelas devidas ao a conceder-se uma fogueira.

Aprenda a fazer fogueiras mas com toda segurança.


Aos Sócios

  • O Departamento Técnico do C.E.G. está a disposição de qualquer sócio que queira aprender qualquer prática de campismo.
  • Consulte a Biblioteca e a Mapoteca do Clube. Já possuimos livros sobre diversos assuntos de interesses do Excursionismo.
  • Vamos iniciar a campanha para a compra de barracas. As praias estão próximas e precisamos acampar. Colabore com o C.E.G.
  • Adquira seu material necessário as excursões. Aos poucos você poderá equipar-se completamente.

A 25 de outubro completa o seu primeiro ano a denominação atual do Clube. Vamos comemorar?

"Uma excursão ... uma saudade ... ( Elias Lins de Melo)


Porque " A Natureza É A Nossa Guia"


A Natureza sempre foi a palavra base de nossas sugestões, como também dos lemas de outros clubes congêneres, quer gravada, quer exprimida implicitamente através de equivalentes ou símbolos, vários. E nem poderia deixar de ser pois que nosso esporte é uma atividade toda natural. Há mais que um contato direto: há um verdadeiro entrelaçamento material e empírico entre a sublime e suprema criadora dos seres e das coisas e os nossos atos, símbolos e espírito excursionistas.

Desde a concepção da idéia de excursionar, à chegada ao fim, é Ela que nos orienta.

Da idéia surge as precauções: o tipo de traje e usar o material, o farnel, a água, enfim todo necessário para cada pedaço de natueza, com o qual vamos entrar em contato: se um campo, se uma praia, se uma montanha leve ou pesada, se uma escalada em seus variados graus ... tudo é Natureza.

Na chegada a nossa "meta optata", isto é, ao fim desejado, é Ela que nos vai, com a voz majestosa do silêncio, dizer de nossas sub-atividades, do que nos espera, do panorama, de compensação de cansaço das caminhadas e subidas...

Nas praias temos um verde-mar convidativo ao banho, os jogos, as diversões próprias que Ela mesma nos presenteia. Nos campos temos as verdejantes matas, salpicadas de flôres e banhadas de ar puro... as frutas ... Nas montanhas, a maravilhosa visão de todo, das obras naturais de mãos dadas com as obras do Homem, que Ela mesma criou e deu sem egoísmo, os meios necessários para viver, sub-criar e resistir a todas as adversidades fornecidas pela própria Natureza, como que para a comprovação da abnegada resistência de seu grande feito - o Homem.

Ao fim de cada excursão, a quem devemos render graças, senão a Ela. que nos deu os mares e nos ensinou a navegar, os campos e nos ensinou a tirar deles todo proveito, as montanhas e nos ensinou a escalá-las; que durante o dia nos deu o Sol, durante a noite, a Lua, as Estrelas, nossos guias naturais, quando falham nossos recursos artificiais ... As lanternas se apagam, não sabemos do caminho...

E agora pergundo: Quem é o nosso verdadeiro guia?

(A) Magno Matheus da Rocha


" Hino ao Guanabara "

(Música e letra de Maurício Alves de Castilho)


Para frente, sempre e sempre olhando
Sem temor sentir por sua sorte
Esse grupo enfrenta o futuro confiando
Em que o seu ideal é bem mais forte.

Varonil que seja o seu semblante
Tão mais nobre quanto mais gentil
Nosso esporte nos honra e enobrece
Nos orgulha e ao nosso Brasil.

Ao ar livre dos montes, nós vamos
Juventude brios, alma harmoniosa
Da terra que vem nos consagrar:

GUANABARA! GUANABARA!
Entre tantos há de te inspirar
Nas montanhas, nas serras
Em teu nome, saberás
O Brasil exaltar!

Corações palpitantes de ardor
Alegrias trouxestes e o amor
Nossos brados clamando a ti saudar
Mil ternuras e encantos louvar
No esplendor desta terra querida do Brasil

GUANABARA SURGIU!


Doações

  • Revista "FOTOARTE" ( Paulo Martins Ribeiro)
  • Flâmulas de "A.A.A" e "C.E.M" (Rizza Curvelo Mendonça)
  • Cartões Postais - vários (Suelly da Silva Ribeiro)

Correspondências Recebidas

Recebemos cartas, boletins, telegramas, cartões postais de:
Magno Matheus da Rocha; Raul Fernandes de O. Cunha; C.E. Peixinhos; C.E. Alvorada; C.E. Morro Azul; C.E. LIGHT; C.E. Rio de Janeiro; C.E. Pico de Itatiaia; C.E. Ramos.


Correspondências Expedidas

Enviamos boletins as entidades congêneres e associados, ofícios a União Brasileira de Excursionismo para filiação.


Aniversariantes

Aniversariam no mês de outubro os seguintes associados:

01 - Nelma de Oliveira Ribeiro
06 - José Flávio Silvério
07 - Sionil da Silva Ribeiro
10 - Fernando Fernandes de Oliveira Cunha
11 - Leda Maria da Silva Drumond
31 - Edilson Barros Pessoa


Novas Sócias

Lucia Mattos Rebello
Conceição Moreira Mattos Rebello


Programação para o mês De Outubro

DIA 1

DEPARTAMENTO SOCIAL

DIA 2

TRAVESSIA DA SERRA CARIOCA E MORRO D. MARTHA
Tipo: Caminhada Leve
Local de encontro: Praça da Bandeira
Hora: 7:15
Guia: Fernando Fernandes de O. Cunha

DIA 8

DEPARTAMENTO SOCIAL

DIA 9

CHAMINÉ STOP (PÃO DE AÇUCAR)
Tipo: Caminhada semi-pesada c/ escalada de 4º grau
Local de encontro: Praia VermelhaHora: 6 horas
Guia: Divaldo Augusto da Silva Amorim

DIAS 15/16

DEDO DE DEUS (FACE LESTE)
Tipo: Caminhada semi-pesada c/ escalada de 4º grau
Local de encontro: Estação Mariano Procópio
Hora: a combinar
Guia: Divaldo Augusto da Silva Amorim

DIA 16

FURNAS DA TIJUCA
Tipo: Caminhada Leve
Guia: José Jorge Serpa

DIA 22 REUNIÃO SOCIAL (A cargo do Departamento Social)
DIA 23 DEPARTAMENTO CULTURAL
DIAS 29/30 ACAMPAMENTO NA PRAIA DE ITAIPU
Guia: Fernando Fernandes de O. e Cunha


NOTA: Maiores informações sobre excursões no Departamento Técnico ou na Secretaria

EXCURSIONAR É VIVER


As matérias aqui publicadas não representam necessariamente a posição oficial do Centro Excursionista Guanabara. Ressaltamos que este é um espaço aberto a todos que queiram contribuir.